Home Futebol Dunga reage ao possível novo técnico da seleção brasileira: “A gente fica alimentando”

Dunga reage ao possível novo técnico da seleção brasileira: “A gente fica alimentando”

Ex-comandante do Brasil avalia que indefinição sobre o cargo causa pressão totalmente desnecessária

Bruno Romão
Bruno Romão atua, como redator do Torcedores.com, na cobertura esportiva desde 2016. Com enfoque em futebol brasileiro, futebol internacional e mídia esportiva, acumula experiência em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Possui diploma de bacharelado em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba.
Dunga, ex-técnico da seleção (Rafael Ribeiro/ CBF)

Dunga, ex-técnico da seleção (Rafael Ribeiro/ CBF)

Dunga, ao abordar o futuro da seleção, trouxe uma reflexão envolvendo Carlo Ancelotti. Em entrevista ainda quando Dorival Júnior não tinha sido demitido, o capitão do tetra sinalizou que a “sombra” de Ancelotti acaba sendo nociva ao trabalho à frente do Brasil. Neste cenário, a situação serviu para o técnico ressaltar o ambiente totalmente diferente do futebol europeu, motivo pelo qual o italiano não deve ser contratado do dia para noite.

“Nós passamos três anos falando do Ancelotti. Isso é uma carga para o treinador da seleção. Agora já começa de novo… vai trazer o treinador ou não vai?”, disse Dunga, ao UOL.

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“O futebol europeu é diferente do futebol brasileiro. Não é no último dia que você contrata o treinador. Ele já sabe um ano antes se vai sair ou se vai ficar. A gente fica alimentando isso e reflete na seleção e na pressão em cima do treinador.”, acrescentou.

Ressalva atrelada aos estrangeiros

Sem condenar que os estrangeiros trabalhem no Brasil, Dunga vê a obrigação de um legado deixado pelos profissionais do exterior. Isso porque não faz sentido apostar em técnicos de fora sem uma convicção de que algo totalmente novo será implantado nos clubes.

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“Eu não sou contra treinador estrangeiro porque eu fui jogador estrangeiro. Jogador, treinador estrangeiro tem que fazer diferença e tem que deixar um legado pro futebol brasileiro. Quando eles saírem daqui, a gente tem que ter aprendido alguma coisa com eles.”, afirmou.

Dunga valoriza três técnicos brasileiros

Abordando os títulos de Abel Ferreira e Jorge Jesus, Dunga lembrou que, desde 2019, outros treinadores brasileiros também protagonizaram bons trabalhos. Na sequência, o tratamento distinto em relação aos estrangeiros foi criticado pelo ex-jogador.

“Renato Gaúcho ganhou no Flamengo, Rogério Ceni ganhou no Flamengo, Cuca ganhou no Atlético-MG. Tem vários treinadores que ganharam no Brasileiro também. E aí o material humano, o que que tu tem: qual é a qualidade que tu tem de jogadores?”

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“Agora, eu fico incomodado assim, que o treinador brasileiro, se ele é vice-campeão, pô, leva pau de tudo. O estrangeiro é vice-campeão, pô, que baita campeonato que o cara fez. Aí o cara luta para não cair e se salva, bah, que baita trabalho. O brasileiro lutou para não cair e se salva, é ruim. É essa de dois pesos, duas medidas, né?”, externou.

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