
Casagrande, em podcast no YouTube (Reprodução)
Walter Casagrande vê a torcida do Corinthians ocupando um padrão diferenciado. Inicialmente, ao recordar o jejum de 23 anos sem títulos, o ex-jogador recordou o impacto causado por Rivellino. Isso porque, além do apoio atrelado ao Timão, os alvinegros marcavam presença nas arquibancadas para acompanhar um dos jogadores mais talentosos da história do Brasil.
“O Corinthians ficou 23 anos sem ser campeão, a torcida aumentava e lotava o estádio não só porque tinha esperanças de ser campeão, mas porque o Rivellino estava lá. O time estava mal, mas tinha o Rivellino.”, disse Casão, no Fim de Papo, do UOL Esporte.
Na sequência, Casagrande sinalizou que o período sem títulos sequer afeta o crescimento da torcida do Corinthians. De acordo com pesquisa do portal InfoMoney, o clube alvinegro mantém o segundo lugar (19,4%) no ranking do futebol brasileiro, atrás somente do Flamengo (24,8%).
“A (torcida) do Corinthians cresce naturalmente. Como é a do Flamengo, do Bahia, do Atlético-MG… equipes de massa, a torcida nunca para de crescer. Pode ser um momento que cresça um pouco menos, mas nunca para de crescer.”, prosseguiu.
Casagrande destaca escassez de ídolos
Diferentemente do caso envolvendo Rivellino, Casagrande enxerga poucos jogadores capazes de atrair o público para os estádios. Neste cenário, a presença nas arquibancadas é motivada apenas pela paixão ao clube, mas não é pautada pela admiração por grandes craques.
“Nós não temos ídolos hoje em dia. Os times não têm jogadores que ficam três, quatro ou cinco anos jogando com a mesma camisa, como era antigamente. São poucos times com jogadores que atraem o público. Os caras estão indo (ao estádio) porque vai jogar o time que ele torce.”, opinou.
Memphis pode virar ídolo do Corinthians?
Trazendo o debate para o contexto atual, Casagrande ainda não considera Memphis Depay como um ídolo definitivo do Corinthians. Mesmo assim, caso o holandês tenha uma passagem duradoura, o comentarista prevê uma consolidação do status entre os torcedores. Agora, em caso de título no Campeonato Paulista, o prestígio atrelado ao camisa 10 vai crescer na equipe alvinegra.
“O ídolo cria torcedores […] Eu acho que o Memphis não alcançou a condição de ídolo. Ele alcançou um marketing muito forte, mas nenhum desses jogadores chegou ao ponto de ídolo. O Memphis é o ‘ídolo do momento’. Tem que ver o que vai acontecer pra frente. Ainda está nos altos e baixos de idolatria.”, opinou.