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Bia Haddad durante torneio Masters 1000 de Madri(Divulgação: Mutua Madrid Open)
Bia Haddad é o maior nome do tênis brasileiro há alguns anos. A tenista atualmente está entre as melhores 15 do mundo e vive uma fase abaixo do esperado. Em 2023, a jogadora conseguiu um dos anos mais prolíferos da sua carreira e aumentou a pressão dos torcedores por resultados. Porém, na temporada atual, os resultados não têm sido o esperado, recebendo muitas críticas.
Em participação no programa Bola da Vez da ESPN, a tenista comentou as críticas que vem recebendo nos últimos meses após os resultados abaixo do esperado. Bia Haddad foi sincera, concordou que o momento não é dos melhores, mas rebateu questionamentos sobre problemas no seu jogo.
Bia Haddad vê progresso na temporada
Apesar de encerrar o ano de 2023 no top-10, a derrota em Roland Garros fez com que a brasileira perdesse pontos importantes na luta pelo topo do tênis. Atualmente, Bia Haddad está classificada na colocação 14 da WTA com 2983 pontos.
Durante o questionamento, a jogadora foi sincera sobre o trabalho: “Eu enxergo a gente fazendo um trabalho muito bom. Às vezes, eu escuto daqui e dali sobre o momento não ser tão bom. Pô, eu estou há dois anos no top 15, na verdade. Às vezes, a gente perde a noção. Eu, às vezes, esqueço. Porque a gente não pode esquecer, não é momento ruim estar top 15, top 20. Eu estou num momento bom”.
Aos 28 anos, Bia Haddad já enfrentou momentos complicados na sua carreira, como uma sequência de lesões e uma suspensão por dopping. Durante a conversa, a tenista relembrou estas questões e completou: “Eu já passei por tanto momento ruim na minha carreira e claro, a gente sempre tem muito a melhorar. O nosso nível de cobrança é muito alto e acho até legal. Se as pessoas criticam, se as pessoas cobram, é porque elas acreditam. Eu não vejo ninguém cobrando alguém por algo que ela não pode fazer.”
Finalmente, Bia Haddad concluiu sobre o apoio da torcida e o futuro do esporte. “Eu entendo e super agradeço a todo mundo que sempre torceu, que enche o Ibirapuera, que está apoiando o tênis feminino porque vai abrir portas para outras meninas, mas acho que o nosso time, no geral, mentalmente, todo o trabalho que a gente vem fazendo. Isso inclui meu físico também, minha cabeça conduz o meu corpo, e só o fato de eu estar há quatro anos sem me machucar, para mim, é a maior vitória e que me faz estar onde eu estou. Agora é uma questão de tempo”.