
Zinho, ex-jogador e comentarista da ESPN (Reprodução)
Reagindo à chegada de Gabriel Milito no Atlético-MG, Zinho alertou que contratar profissionais estrangeiros não é sinônimo de sucesso. Mesmo com o sucesso de Jorge Jesus e Abel Ferreira, o ex-jogador fez questão de lembrar o cenário envolvendo o fracasso constante de gringos trabalhando no futebol nacional.
“Os times com maior investimento do Brasil estão olhando pro mercado de fora. Argentina, de repente olham um colombiano, e os portugueses. Não tenho nada contra, desde que seja bom profissional e que traga coisas para melhorar nosso futebol, é ótimo. A maioria não tem feito grandes trabalhos. Tá um número bem alto, eu nunca tinha visto tantos estrangeiros no Campeonato Brasileiro.”, iniciou Zinho, no programa Sportscenter, da ESPN.
“Chegou uma época que tinha mais estrangeiros que brasileiros. Pode ser falta de opção ou falta de preparação. A CBF tem um curso de treinador que não é barato, e a gente não vê essa renovação.”, completou.
Citando exemplos, Zinho apontou que Thiago Carpini se encontra pressionado no São Paulo. Enquanto isso, Alex, visto como nome de grande potencial, sequer está empregado após uma rápida passagem no Avaí.
“Quando tem uma renovação, se esbarra na nossa cultura. A gente não tem tanta paciência com os mais jovens. Olha o que o treinador do São Paulo está passando.”
“A CBF tem que dar um respaldo maior aos treinadores mais jovens, que estão fazendo os cursos (…) O Alex chegou no profissional do Avaí e rapidamente já saiu. É um cara inteligentíssimo, diferenciado, com visão de jogo e de se expressar com os atletas. Não deram muito espaço para o Alex seguir.”, prosseguiu.
Rogério Ceni injustiçado no Flamengo?
Atualmente no Bahia, Rogério Ceni, apesar do título brasileiro, foi demitido pelo Flamengo. Diante disso, Zinho lembrou que o técnico sofreu com críticas de pessoas interessadas em desqualificar o trabalho à frente do Rubro-Negro.
“O Rogério Ceni penou bastante, foi no Fortaleza e teve uma revolução. Foi campeão brasileiro no Flamengo e mandado embora. Eu escutei a frase ‘foi campeão brasileiro, apesar do Rogério Ceni’. Não sei se vocês estão lembrados disso.”, mencionou.