Cerimônia teve a presença do presidente francês Emmanuel Macron e marcou a entrega das instalações cinco meses antes do início dos jogos
A quinta-feira (29) foi marcada por um evento importante em Paris. Com a presença de figuras ilustres, como os atletas Marie-José Pérec e Brahim Asloum, além do presidente da comissão da Olimpíada em Paris Tony Estanguet, o presidente Emmanuel Macron inaugurou oficialmente a Vila Olímpica e a Vila Paralímpica de Paris.
Com 82 prédios, 3 mil apartamentos e 7.200 quartos, o complexo foi projetado para abrigar mais de 15 mil atletas durante os Jogos Olímpicos de 2024 em uma obra que custou mais de 2 bilhões de euros (R$ 10,7 bilhões).
Seguindo o conceito de “legado olímpico”, as moradias para os atletas foram construídas em cinco áreas residenciais com toda infraestrutura necessária para uma boa estadia dos atletas.
A Vila Olímpica foi projetada com base no conceito de cidades inteligentes, que privilegiam o deslocamento por transporte público ou mobilidade ativa (à pé ou de bicicleta) e um convívio direcionado ao cuidado com o meio ambiente.
Urbanização e preocupação ambiental
Grande parte da área construída já existia e o que o governo fez, juntamente com o Comitê Olímpico Internacional, foi repensar a região de modo de revitalizá-la e torná-la um símbolo do comprometimento das entidades com novos conceitos urbanísticos.
A preocupação ambiental se deu em várias frentes, seja na pegada de carbono causada durante o processo de reforma dos edifícios quanto no fornecimento de energia para os prédios acabados, que vem de fontes 100% renováveis.
Os apartamentos têm entre um e quatro quartos com banheiros e áreas de estar. A infraestrutura dos prédios fornece aos atletas serviços de lavandaria, limpeza e centros ecumêmicos, pois haverá pessoas de todos os lugares do mundo, cada qual com sua religião.
Uma dúvida comum é sobre o que acontecerá com os espaços assim que acabarem os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. De acordo com o projeto e a legislação francesa, a área da Vila Olímpica volta a ser de propriedade do governo, que decidirá como vendê-los ou incluí-los em programas de habitação.
Vila Olímpica em dados
- 82 edifícios residenciais
- 45.000 chaves
- 3.000 apartamentos
- 7.200 quartos
- 14.250 leitos para os Jogos Olímpicos
- 9 mil leitos para os Jogos Paraolímpicos
- 14.250 cobertores, mesas de cabeceira e luminárias de leitura
- 8.200 fãs
- 5.535 sofás
- 7.600 escorredores
- 1.681 prateleiras
- 10.879 cadeiras
- 3.200 lugares no restaurante principal