Pia Sundhage deu poucos minutos em campo para Marta na Copa do Mundo Feminina 2023. Com o Brasil correndo sérios riscos de eliminação na fase de grupos, a treinadora está sendo pressionada pela torcida e parte da imprensa para que a camisa 10 seja escalada. No “Uol News Esporte”, o jornalista Renato Maurício Prado, o RMP, criticou a sueca e a comparou com Jorge Sampaoli, do Flamengo.
“Eu escalaria (a Marta). Mas quer saber minha opinião sobre o que a Pia vai fazer? Não vai botar ela no começo. A Pia é o Sampaoli da Marta. A Marta é o Pedro e a Pia é o Sampaoli. A gente percebe que ela não bota a Marta para jogar, coloca com pouquinho tempo, mal toca na bola… Eu não acredito que ela escale a Marta, não”, opinou RMP.
O jornalista fez a comparação em um contexto de atritos no Flamengo que culminou em crise nos bastidores após agressão do ex-preparador físico no camisa 9.
Em entrevista coletiva às vésperas do confronto decisivo, a treinadora da seleção desconversou sobre se Marta será titular ou não.
“Amanhã você verá quem está no time titular. Essa ‘velha moça’ é importante para todos nós, por toda experiência que ela tem”, ressaltou Pia, que avaliou em seguida:
“O plano de jogo contra a Jamaica é muito importante, porque é agora ou nunca. Então, temos uma chance para jogar um bom futebol e tentar vencer a partida. Estudar a outra equipe é muito importante e passar às jogadoras que tipo de jogo está por vir também”, declarou ela.
A seleção brasileira tem duelo decisivo contra a Jamaica, nesta quarta-feira (2), às 7h (de Brasília). Vale informar que um empate elimina nossas meninas da Copa do Mundo.
Marta se emociona ao falar de seu legado
“Eu não costumo pensar na Marta. Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. A imprensa não mostrava o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência?”, começou dizendo a seis vezes melhor do mundo.
“Hoje a gente sai na rua e os pais falam: ‘minha filha quer ser igual a você’. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua”, analisou a melhor jogadora da história do futebol feminino.