Ganhando cada vez mais importância na Globo, Ana Thaís Matos fez história dentro da emissora. Isso porque ela se tornou a primeira mulher a comentar um jogo da seleção masculina em uma Copa do Mundo na TV aberta, mas o caminho até o sucesso profissional foi bastante árduo. Sendo assim, em entrevista ao Charla Podcast, houve a revelação que a possibilidade em questão sequer foi cogitada, tendo em vista o desejo de seguir os passos de Mauro Naves na emissora.
“Seleção brasileira é o assunto que eu mais gosto no futebol, ficaria horas falando da seleção. Tenho tanto amor que é parecido com amor de torcedor de clube. Eu fico com raiva das coisas que acontecem e eu preciso dosar porque é a seleção brasileira, o brasileiro gosta da seleção. Eu sempre quis fazer seleção, por isso eu falo que queria ser igual ao Mauro Naves. Quando a minha chefe veio me avisar que eu iria para a Copa, ela me chamou para dar um esporro de uma coisa que eu tinha feito errado. Ela falou: ‘Por que eu tô falando isso? Porque quero te levar para a Copa’. Eu desmoronei porque eu não fui para a Rússia.“, disse.
Após participar do programa Troca de Passes, Ana Thaís Matos foi convidada para se tornar comentarista na Copa do Mundo Feminina. Dessa forma, a comentarista trabalhou ao lado de Galvão Bueno na Copa do Mundo Feminina de 2019 e não conseguiu esconder a tensão da experiência com uma lenda viva da televisão.
“Eu estreei como comentarista no SporTV e depois eu comentei a Copa do Mundo Feminina com o Galvão. Eu nunca tinha visto o Galvão Bueno. Fiz um ‘Bem, Amigos’ um dia e fui fazer Brasil x Jamaica, que era a estreia do Brasil. Pensa no caos. Era ele, eu e o Caio, e o PC comentarista de arbitragem. Eu falava: ‘Vou deixar só o Caio falar’. Ele falou: ‘Ana Thaís, vamos falar das jogadoras’. Eu sou comentarista, tenho que falar (risos). Foi essa experiência especial na Copa de 2019 (…) Em maio (de 2022), eu sabia que iria para a Copa, mas não sabia que era seleção brasileira. Eu sabia que a empresa queria uma mulher na linha de frente, mas achei que chamariam a Marta, Cristiane ou a Formiga. Já chamaram o Ronaldo, Romário, Pelé… minha chefe falou: ‘Eu quero que seja você’. Automaticamente, passa um filme na cabeça. É o posto mais alto, o suprassumo do jornalismo esportivo.“, afirmou.
Por fim, Ana Thaís valorizou o período de aprendizado com Galvão Bueno. Apesar das reclamações dos internautas, que apontaram uma falta de espaço concedida para a profissional falar nos jogos do Brasil na Copa do Catar, não houve nenhuma reclamação envolvendo o locutor.
“Eu vivi ao lado do Galvão, aprendi muito com ele. Tentei o máximo possível fazer com que a pessoa em casa entendesse a importância de eu estar ali, respeitando que era a última Copa dele na Globo. Ele é o cara. A nossa geração é Galvão Bueno. Eu não tenho receio em falar isso.”, concluiu.