Tino Marcos revela resposta de Galvão Bueno sobre “revolução” na Globo: “Gênio”
Jornalista relatou prioridade passada e fez questão de valorizar longa relação de amizade com o locutor
Companheiro de trabalho de Galvão Bueno, Tino Marcos fez parte da equipe histórica da Globo que cobriu a seleção brasileira por um longo período. Diante disso, a aproximação com Galvão Bueno fez com que o repórter nutrisse uma relação de amizade com o narrador, cenário exaltado em entrevista ao podcast “Cheguei”, do narrador Garotinho.
Valorizando a conexão dentro e fora da Globo com Galvão, Tino Marcos deveria ter reeditado a parceria em 2023. Porém, como contraiu dengue, ele não esteve presente na cobertura do duelo entre Brasil x Marrocos, jogo que marcou a estreia do narrador em transmissões no YouTube. Agora, na sequência do ano, novos projetos podem ser elaborados em breve.
“É como se fosse uma pessoa da família. Quando é uma pessoa que se compartilha confidências, entra na vida do outro, é amigo mesmo. É o nosso caso. Tivemos uma conexão muito grande trabalhando junto, viagens, tanta coisa aconteceu…“, disse Tino Marcos.
“Não sei se, eventualmente, pode acontecer (retorno da parceria)”, completou.
Recado de Galvão para Tino Marcos
Na sequência, Tino Marcos relatou que ficava impressionado com a capacidade de Galvão Bueno controlar várias situações na Globo. No final dos anos 80, o locutor, consagrado pelo trabalho na emissora, manifestou o desejo de impor seu estilo dentro da empresa, algo que foi cumprido de forma magistral.
“Ele é gênio, o maior de todos da televisão (…) O Galvão é a maior resposta cerebral que eu vi. Ficava impressionado com a capacidade dele narrar com coordenador no ouvido dele, delay… ele ia entendendo tudo e falando tudo. Como é que pode alguém ter essa capacidade? Isso é só um pormenor das capacidades dele. Ele é a voz do futebol e do esporte brasileiro. Soube se reinventar, não perde o fascínio, as pessoas continuam querendo saber do Galvão, ele ainda é um referência. Por tudo que ele realizou, ele é inigualável.“, afirmou o jornalista.
“Nos anos 80, em um voo doméstico, ele já era consagrado. Eu dizia: ‘Você já é o principal narrador da principal emissora do Brasil, o que você tem como metas?’. Ele me respondeu: ‘Fazer cada vez mais ao meu modo e não ao modo que me impõem fazer’. Com o tempo aquilo foi se materializando“, acrescentou.