Incluído na onda de demissões promovida pela Globo em 2023, Maurício Noriega rechaçou qualquer tipo de mágoa com a empresa. Apesar disso, em sua visão, o processo ocorreu de uma forma inadequada, já que a justificativa de cortes de gastos, mencionada para explicar a saída, não foi aceita, já que o profissional tinha um salário fora dos padrões astronômicos.
Neste cenário, Noriega lembrou que parte dos funcionários demitidos, como Cléber Machado e Casagrande, faziam parte da área paulista da Globo. Sendo assim, ele sinalizou que acabou sendo desligado para que o emprego de outra pessoa fosse mantido
“Magoado eu não saí, eu saí chateado. Parece que faz 30 anos que eu saí. Sou muito grato, não tenho nada para falar da empresa, passei ótimos anos lá. Entre 2018 e 2019 vivi os melhores anos da minha vida profissional lá. Fui muito valorizado, tive oportunidade de fazer finais de Copa do Mundo, Mundial de Clubes. Eurocopa, Copa América, Olimpíadas, Pan-Americano, fiz tudo isso. Agora, a maneira que foi tocada minha saída e de outras pessoas eu não concordo. ‘Ah, é só corte de custos, você é super bom’. Não ganhava um salário astronômico, ganhava um bom salário. Faltou honestidade. Eu dancei para alguém não dançar. Eu falei e repito, se você reparar das pessoas que saíram, de onde são? Quase todas de São Paulo. Jota Júnior, Cléber Machado, Casagrande e eu. É uma coisa muito geográfica dentro dessa questão.”, disse Noriega ao podcast “Deu Zebra”.
“A restrição que eu tenho é de comportamento de algumas pessoas, que, quando precisaram de ajuda, vieram pedir. Não tiveram a decência de vir cara a cara e falar pra mim. Eu já demiti gente, faz parte da vida. Olho no olho, educadamente, uma das pessoas que eu demiti disse que eu tinha razão e o argumento estava certo, não estava entregando nesse aspecto. Continuou sendo meu amigo. Faltou decência nesse aspecto.”, completou.
Noriega não pensa em retorno imediato
Por conta dos atuais chefes presentes na Globo, Noriega afirmou que, no momento, não voltaria para a emissora. Ainda que seja extremamente grato, o padrão estabelecido desde 2019 causou incômodo no jornalista, situação que ganhou destaque no discurso.
“Com essas pessoas que estão lá, não (voltaria). Dificilmente. Para a empresa, nenhum problema, passei por vários diretores e aprendi muito com eles. Mas, desde 2019 pra cá, é um comportamento que eu não compactuo.”, finalizou.