Colunista do UOL, a Jornalista Milly Lacombe relembrou a tragédia do Ninho do Urubu, incêndio responsável por matar dez jovens atletas da base do Flamengo. “Diante da tragédia do Ninho, uma derrota na semi do mundial não é rigorosamente nada“, foi assim que Milly encerrou seu artigo, publicado na manhã desta quarta-feira (08).
Alguns torcedores, rivais e boa parte da grande mídia esportiva brasileira têm tratado a derrota de ontem, para o Al Hilal, como o maior desastre da história flamenguista. Milly, no entanto, discorda dessa ideia.
Além de relembrar o incidente no Ninho, a jornalista também faz críticas ao clube carioca pela forma com que tratou o assunto. “Desde então, o que vemos no noticiário, são as tentativas do Flamengo de diminuir o valor da indenização às famílias das vítimas”, afirmou a colunista.
Ela também criticou a falta de um memorial para as vítimas do incêndio. “O que o Flamengo deveria ter feito era, isso sim, um espaço de memória às vítimas. Um espaço de visitação, um lugar para se resgatar o verdadeiro sentido de vestir essa camisa”, criticou fortemente.
Milly encerra seu artigo dizendo que o Flamengo deveria entrar em todos as partidas pela memória dos que morreram na tragédia. “Os [jogos] que valem a maior taça do mundo e os que não valem nada. Porque Flamengo é isso, pelo menos para a enorme massa rubro-negra espalhada pelo Brasil”, finalizou.
Apesar de parecer direcionada ao clube, a crítica de Milly Lacombe, é, na verdade para a diretoria rubro-negra. Essa sim merece receber todas as críticas pelo ocorrido no Ninho, não a instituição centenária Clube de Regatas do Flamengo. Dirigentes vem e vão, mas o clube e sua torcida são eternos.