Luxemburgo sobre o Cruzeiro de 2021: “estava para ir pra 3ª divisão”
Treinador ficou 3 meses na Raposa e deu lugar a Paulo Pezzolano, do Uruguai
Após deixar o Cruzeiro ao fim da última temporada, Vanderlei Luxemburgo participou do podcast Flow Sport Club. Na edição que aconteceu ontem (28), o treinador detalhou a sua terceira passagem pelo clube mineiro, em 2021. Dentre os assuntos, o acordo e a chegada da Toca da Raposa chamou muita atenção.
Segundo Vanderlei, ele não queria assumir a equipe pela má fase na Série B, mas foi convencido a tal. O pedido veio de Pedro Loureço, um dos maiores patrocinadores da Raposa e amigo pessoal. Além disso, Luxa disse que o Cruzeiro estava combalido e o cenário sinalizava uma queda rumo a Série C.
“O Cruzeiro estava combalido, totalmente combalido, o Cruzeiro estava para ir pra 3ª divisão. Cheguei lá, era horrível, seis meses de salário atrasado, fornecedores atrasados, transfer ban, funcionário sem receber, tudo horrível”.
Exigências de Luxemburgo
Ao longo da participação, o treinador de 69 anos afirmou ter feito pedidos a diretoria celeste. O principal deles foi a regularização dos salários de jogadores e funcionários. De início, Vanderlei foi atendido, mas a realidade antiga voltou com o tempo.
Plantel do Cruzeiro
Por fim, Luxemburgo relatou que a camisa influenciou em jogos essenciais. Além disso, ele ressaltou que o time não era pra ganhar e destacou a necessidade de se reforçar. Na opinião dele, o Cruzeiro precisa investir para retornar a Série A, mesmo com os problemas financeiros.
“Consegui tirar e ir pro meio da tabela, mas nos jogos mais importantes, a equipe não conseguiu ganhar aquele jogo, que você poderia ir para sétimo, sexto lugar e encostar na turma de cima, e aí a camisa entra em campo. O time não era para ganhar, era de jogadores jogando no Cruzeiro que vieram da segunda, terceira divisão e de clubes muito pequenos, e a camisa pesa muito. Tenho falado para o Vasco da Gama, pro pessoal do Cruzeiro. Isso é primeira divisão. Ah, não tem condições de investir. Tem que ser criativo. Você não vai ter a receita agora [na Série B], mas futebol é um jogo. Você tem que arriscar.”
Em três passagens no clube, o “Pofexô” comandou 149 jogos, teve 82 vitórias, 36 empates e 31 derrotas. Na mais vitoriosa, conquistou a tríplice coroa em 2003 (Campeonato Mineiro, Brasileirão e Copa do Brasil).
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