Treinador interino comandou o time alviceleste na vitória contra o Ferroviário
O auxiliar-técnico permanente do Paysandu, Leandro Niehues, destacou a concentração do time bicolor como fator decisivo na vitória por 2 a 0 sobre o Ferroviário, neste domingo (20), no estádio Arena Castelão.
“O fator preponderante foi a organização da equipe, que procurou manter o tempo todo independente do momento do jogo. Na hora que precisava atacar, atacava. Na hora que precisava defender, defendia. Isso foi fundamental”, iniciou Leandro Niehues.
O Paysandu teve um jogador a mais em campo a partir dos 33 minutos do segundo tempo. O meio-campista Wellington Rato recebeu cartão vermelho após cometer falta em Diego Matos.
“É evidente que na expulsão facilitou um pouco, porque a gente teve o espaço, mas fizemos algo muito importante: mesmo com o 2 a 0, mesmo com um jogador a mais, a gente continuou pressionando, principalmente o homem da bola. Então acabamos sofrendo pouco lá atrás”, acrescentou Leandro Niehues.
Base titular mantida
Este foi o primeiro jogo do time alviceleste após o pedido de demissão de Hélio dos Anjos. Apesar do novo comando, o Paysandu começou o jogo com praticamente a mesma formação titular.
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A única alteração realizada por Leandro Niehues foi a entrada de Juninho na vaga de Alex Maranhão, desfalque por uma lesão muscular na coxa esquerda.
“Por inteligência, em termos de peças, não fiz mudanças. Só trocamos o Alex por motivo de contusão, mas, se ele estivesse [disponível], a ideia era começar com ele. A parte de nomes nós mantivemos”, falou.
“Evidente que fizemos, como falei, alguns ajustes de posicionamento, mas o mérito é todo do grupo de trabalho”, disse Leandro Niehues.
Próximo jogo e situação na tabela
O Paysandu voltou ao G4 após vencer o Ferroviário. Chegou aos dez pontos e subiu para o terceiro lugar ultrapassando, assim, o rival belenense, Clube do Remo. O próximo jogo do Bicolor Paraense é contra o Botafogo-PB, no sábado (26), às 19h, no estádio Almeidão.
Leia a seguir outros assuntos da entrevista coletiva de Leandro Niehues
Chegada ao Paysandu
“Meu primeiro trabalho foi na quarta-feira. Quando cheguei aqui existia uma possibilidade muito grande, e era a ideia da diretoria, de já na quinta-feira o treinador estar apresentado. Como as coisas não aconteceram, eles iam passando ‘vai trabalhando e ajustando como se você fosse dirigir’. Para mim é tranquilo porque eu sempre falo com os atletas: enquanto eu estou nessa função de interinidade, vou fazer aquilo que eu acredito. Chegando o treinador ele vai tomar as decisões dele”
Impressões que passará a Matheus Costa, técnico recém-contratado
Não interferência de Matheus Costa contra o Ferroviário
“Com todo respeito ao Matheus, que está chegando, e ele foi sensacional. Mesmo já tendo acertado [com o Paysandu], a gente trocou uma ideia só do que eu tinha pensado para esse jogo, mas me deixou muito à vontade. Então, efetivamente, as ideias desse jogo foram totais minhas. Muito provavelmente vamos bater um papo ainda hoje [domingo] e a partir de agora ele vai implementar as ideias dele”.
Análise do treinador contratado
“É uma pessoa muito inteligente. Eu sou de Curitiba, sei o quanto é dificultoso trabalhar no Paraná e ele sustentou uma campanha muito regular. Não subiu o ano passado por detalhes. Então ele tem os méritos dele, vem de um campeonato sergipano, de uma semifinal de Copa do Nordeste. A convicção de que vamos fazer um bom trabalho juntos é grande”
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