Home Futebol O que mudou em Corinthians e Palmeiras desde a última decisão entre os clubes?

O que mudou em Corinthians e Palmeiras desde a última decisão entre os clubes?

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016. Radialista na Paiquerê 91,7.

Final terminou com vitória do Corinthians e virou provocação entre torcedores

Corinthians e Palmeiras voltam a se enfrentar em uma final de Campeonato Paulista dois anos após a polêmica final de 2018, em que o Verdão reclama de interferência externa na segunda partida e que virou provocação dos corintianos sobre os palmeirenses.

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Na ocasião a ordem dos jogos foi a mesma: o Corinthians abriu a decisão em casa e o Palmeiras fez o segundo jogo sob seu mando. Em 2018, o Verdão venceu o Timão na ida, em plena Arena Corinthians, com gol de Borja. Na volta, porém, o alvinegro devolveu o placar mesmo com Allianz Parque lotado e conseguiu o título nos pênaltis.

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Relembre os melhores momentos e os pênaltis que deram o título ao Corinthians:

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A reclamação do Palmeiras é sobre um pênalti de Ralf em Dudu, assinalado pelo árbitro de campo, mas anulado poucos minutos depois. O clube alega que houve interferência externa – ainda não havia VAR nas competições – e entrou com pedido de anulação da final, mas viu a Justiça negar a acusação.

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Mas o que mudou em si nos dois clubes desde a polêmica final do dia 8 de abril de 2018? Veja abaixo:

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Os treinadores
Na final de 2018, os técnicos de Corinthians e Palmeiras eram Fábio Carille e Luiz Felipe Scolari, respectivamente. Carille deixou o clube pouco após o título, mas retornou no início de 2019, sendo demitido em outubro. Felipão seguiu e deixou o comando técnico alviverde após demissão em agosto de 2019.

Atualmente os técnicos de Corinthians e Palmeiras são Tiago Nunes e Vanderlei Luxemburgo, respectivamente. Ambos foram contratados para a temporada 2020.

Os principais jogadores do elenco
O Corinthians tinha em Rodriguinho seu principal jogador em 2018. O atleta se destacou e marcou o gol da final, responsável por levar o confronto aos pênaltis. O Palmeiras tinha em Dudu sua principal peça, que poderia ser a mesma na decisão de 2020, mas que deixou o clube durante a pausa do futebol. Rodriguinho atualmente defende o Bahia, enquanto Dudu está no Al Duhail, do Qatar.

A importância à competição
O Palmeiras, após a derrota na final, esbravejou contra a Federação Paulista e chegou a cortar relações – caso resolvido apenas no fim de 2019. O presidente chamou a competição de ‘Paulistinha’ e disse que o clube não daria mais atenção ao estadual.

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Dois anos depois, porém, o clube encara a final com outros olhos, já que 2018 segue engasgado aos torcedores e o jejum está mais que acumulado.

O jejum do Palmeiras aumentou
Se o jejum de títulos do Palmeiras chegou dez anos com a derrota de 2018, está em 12 anos em 2020. Para conseguir de volta o título paulista, o Verdão aposta em ninguém menos que Vanderlei Luxemburgo, responsável pelos últimos quatro títulos estaduais do clube: 1993, 1994, 1996 e 2008.

A busca pelo recorde do Corinthians
O Corinthians é mais um que viu o Paulistão ganhar outro destaque em sua coleção de taças. Isso porque, se conquistar a competição, igualará um feito que não repete há mais de um século. Apenas o extinto Paulistano – que segue como clube social, mas não de futebol – conseguiu quatro títulos paulistas consecutivos: 1916, 1917, 1918 e 1919.

Relembre a comemoração do Corinthians no Allianz Parque em 2018:

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A mudança de patamares
O Palmeiras em 2018 era a grande potência do futebol brasileiro e via grande distância para os outros clubes, tanto que foi campeão brasileiro atuando em boa parte da competição com seu segundo time. Em 2020, porém, a situação mudou. A equipe vê o Flamengo em larga vantagem e briga para ser a segunda força do país.

O Corinthians, por sua vez, entrou em grave crise financeira e passou de atual campeão brasileiro em 2018 para clube em reconstrução e em ruptura de estilo de jogo em 2020.

A moral dos presidentes
Se em 2018, Galliote ainda contava com a confiança da torcida e teve o apoio nas reclamações após a final, hoje a situação é completamente diferente. Dificilmente se encontra um torcedor do Verdão que defenda a gestão do presidente, que recebeu o clube praticamente sem dívidas após a gestão de Paulo Nobre e deve entregá-lo com problemas ao próximo mandatário.

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O mesmo pode-se dizer de Andrés Sanchez, responsável por reconstruir o Corinthians desde a queda da Série B. Em sua volta, conquistou o título com autoridade sobre o rival, mas foi mais um a endividar o clube e deve passá-lo ao próximo presidente recheado de problemas.

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