Clube localizado em Paraisópolis, Palmeirinha faz trabalho com categorias de base e formação de pessoas
A coluna desta semana foi visitar um lugar muito especial em São Paulo: a sede do Palmeirinha, clube de grande história dentro da favela de Paraisópolis e de destaque na Taça das Favelas (no ano passado, o time feminino jogou a decisão no Pacaembu e ficou com o vice).
No encontro, falamos também com outros personagens e sobre alguns projetos esportivos do local além do futebol. Espero que gostem das histórias (veja no vídeo acima).
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Durante a ida à comunidade, o blog conversou com Chiquinho, fundador e presidente do Palmeirinha e morador da favela há 52 anos. Dentre os assuntos, ele detalhou como é o trabalho com cerca de 80 garotos e garotas — há times dos 10 aos 17 anos.
“Se não tiver nota boa, não vai jogar o campeonato. A gente cobra muito isso. Meu filho às vezes até chegou a ir ao colégio de alguns meninos para ver se estavam indo, as notas. A gente cobra bastante”, comentou Chiquinho.
“Eu falo para a molecada aqui. Nem todo mundo vai ser atleta. É o que passo para todos aqui. Se a gente não conseguir formar um atleta, vamos formar um cidadão. Isso que é legal”, acrescentou o presidente.
Veja o conteúdo em vídeo que tem depoimento de jogadores (das equipes masculina e feminina) do clube.
Tênis também agita a favela aos domingos
Para quem acha que tênis é esporte elitista, tem um projeto dentro de Paraisópolis disposto a acabar com este rótulo desde 2017. Rogério Da Hora é o responsável pelo trabalho, depois que a Bovespa parou de investir no esporte dentro do local.
“Antigamente tinha um projeto de tênis que a Bovespa patrocinada, só que acabou em 2016. Aí tinha um pessoal que fechada a rua para a criançada brincar, e veio a ideia. Consegui R$ 400, comprei uma rede para criança, e com amigos consegui raquetes e bolinhas. Pessoal do tênis é muito bom. Assim fui para frente e seguimos nessa caminhada até hoje”, contou, destacando que as aulas acontecem aos domingos, geralmente para crianças de 6 a 15 anos.
Chip de celular e verba para esporte e causas sociais
Dentro de Paraisópolis também tem o chip de celular da comunidade. O projeto consegue, hoje, destinar uma verba para o esporte — dentre os beneficiados está o Palmeirinha. O mesmo acontece para atividades culturais: são mais de dois mil chips vendidos dentro da comunidade.
“É a primeira comunidade [Paraisópolis] a ter sua própria operadora de celular”, disse Alex, um dos criadores da iniciativa. “Eu não quero questionar o que as grandes empresas fazem, ou deixam de fazer, mas poderiam olhar mais para o lado social das comunidades. É isso que estamos mostrando, dando um incentivo. Dá para colaborar”, destacou, salientando a importância do esporte na juventude.
Mais sobre as histórias da favela de Paraisópolis você encontra no vídeo do Torcedores.com no canal do YouTube. Acesse clicando aqui.
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