Advogado diz que situação de Ronaldinho é “muito complicada” e revela quanto tempo o craque pode ficar preso no Paraguai
Em entrevista ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, especialista disse o que deve acontecer no caso nos próximos meses
Em entrevista ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, especialista disse o que deve acontecer no caso nos próximos meses
O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o irmão e empresário Assis seguem presos no Paraguai após serem pegos com passaportes falsos no país. Especialista em direito penal internacional, o advogado Acácio Miranda esteve no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, no último domingo (22) para explicar os próximos passos do processo e a gravidade da situação.
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“A encrenca em si é bastante complicada, porque em um primeiro momento, pesava contra eles o crime de falsificação”, iniciou o advogado ao programa.
“Mas conforme as autoridades paraguaias vão apurando , já surgem indícios latentes acerca do cometimento do crime de lavagem de dinheiro. A pena vai de três a dez anos mais ou menos, pela lavagem. Pela falsificação é um pouco menor, de um a cinco anos.”
Miranda disse que uma condenação pode deixar Ronaldinho por algum tempo no país vizinho. Segundo ele, as autoridades paraguaias podem usar o caso como exemplo.
“Sendo condenado, eles vão curtir um bom período no Paraguai”, apontou o especialista.
“O Paraguai é um país que historicamente estava vinculado a atividades ilícitas e nos últimos anos a gente tem visto as autoridades paraguaias lutando contra isso. Às vezes eles podem usar essa situação do Ronaldinho Gaúcho como um exemplo.”
O advogado penal ainda explicou que, em caso de condenação, Ronaldinho pode cumprir a pena no Brasil ou no Paraguai.
“Existem duas possibilidades. Existe a possibilidade da pena ser cumprida no próprio Paraguai ou o Artigo 7º do Código Penal Brasileiro permite que penas em virtude de condenações no estrangeiro sejam cumpridas no Brasil. Diante das circunstâncias que nós temos acho pouco provável que o Judiciário Paraguaio vá autorizar que ele cumpra pena no Brasil.”