Marca esportiva tem um problema, pois o novo calçado deixa os corredores de 4% a 5% mais rápidos que o normal
A Nike criou um novo tênis que promete tornar a pessoa mais rápido. Entretanto, isso pode ser um problema para o Zoom Vaporfly 4%. Ele corre o risco de ser banido das Olimpíadas de Tóquio, em 2020, por deixar os atletas mais rápidos. A diferença é de 4% a 5%. As informações são da GQ.
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O artefato esportivo é resultado de uma combinação de espumas e uma placa de fibra de carbono que auxilia a recuperar até 4% da energia de uma passada para outra. Conforme teste feito pelo The New York Times, uma pessoa usando versão disponível do tênis da marca 4% correu mais rápido que outra usando um tênis comum.
Segundo o London Times, o tênis da Nike tem a chance de não estar em Tóquio. A decisão ainda vai ser tomada pelo World Athletics. É o órgão internacional responsável por determinar os equipamentos que podem ou não ser usados por corredores nas competições.
Não houve ainda manifestação da marca esportiva a respeito. Entretanto, O Comitê Olímpico Internacional ratificou a autoridade do Word Athletics a respeito de regras e regulamentos das corridas. Ou seja, se o Vaporfly for banido não poderá ser usado nas Olimpíadas deste ano.
Não é só a Nike
Por outro lado, vale ressaltar que banir equipamentos não é algo inédito nas competições olímpicas. Em 2008, a Speedo lançou um maiô de corpo inteiro chamado LZR (“pele de tubarão”). A roupa reduzia a resistência do corpo na água, prendendo o ar no interior para melhorar a flutuabilidade.
Como resultado, 98% das medalhas olímpicas de Pequim foram conquistadas por atletas que usaram a “pele de tubarão. Em 2009 esse maiô da marca foi banido de todas competições internacionais de natação. Em suma, o Vaporfly pode ter o mesmo destino, porém antes de ser usado nas Olimpíadas.
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