“Jogo das Estrelas”: O quanto a NBB está distante da NBA?

Twitter / NBB

Com maior investimento e organização, o “Jogo das Estrelas” da NBB em 2017 terá o maior alcance desde a sua criação. Mas, o quanto estamos distantes da NBA?

Acontecerá neste próximo domingo (19) mais uma edição do “Jogo das Estrelas” da NBB (Novo Basquete Brasil), que será realizado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O confronto será entre os jogadores brasileiros da liga contra os jogadores estrangeiros que atuam no Brasil. Além do confronto, haverá atividades extras com torneios de 3 pontos e desafio de habilidades, os quais serão realizados no próprio domingo, antes da atração principal.

Houveram algumas mudanças no formato em comparação com o ano passado. Pela primeira vez, as atividades extras serão realizadas no domingo e não mais no sábado, fazendo o “fim de semana” das estrelas limitar-se em apenas 1 dia de ação. A mudança, segundo a própria Liga Nacional de Basquete (em entrevista ao “Bala na Cesta”) foi para tentar atrair mais atenção do público geral.

Além disso, neste ano houve bastante investimento no marketing do evento. Novos patrocinadores da liga serão revelados no evento, além de uma ação especial no Twitter e um show do intervalo, que será realizado pela banda Jota Quest. É uma atração musical interessante, que não vai destoar do principal público-alvo do evento, os fãs de basquete. Com isso, todos os ingressos em cadeiras numeradas já foram vendidos, restando apenas nas arquibancadas.

Com o aumento no investimento e o novo formato, somando-se a boa escolha de cidade sede (pois São Paulo, junto ao Rio de Janeiro, tem grandes comunidades de basquete) podem fazer deste “Jogo das Estrelas” e seus extras a edição mais bem sucedida desde o início, em 2014. Todavia, apesar de interessante, não há como comparar este “fim de semana das estrelas” com o da NBA, onde foi buscada a inspiração para a edição local do evento.

Nos Estados Unidos, as atrações e a sede são anunciadas com meses de antecedência, tudo para garantir o maior planejamento possível. Além disso, os ingressos são colocados à venda (e rapidamente esgotados) também com meses de antecedência. A NBA procura variar nas escolhas, mas cidades com maior interesse econômico e com grandes arenas acabam recebendo prioridade da liga.

Na NBA, o “Jogo das Estrelas” vai muito além do domingo e do final de semana. Desde o início da semana, diversas atividades extras da liga são criadas para os fãs interagirem e participarem, criando um clima pré-evento que atrai turistas. Na quadra, ação começa na sexta-feira, com o “jogo das celebridades” norte-americanas (em geral) e o “jogo dos calouros”, que acaba sendo, talvez, a melhor atração do fim de semana, atualmente.

No sábado, as qualidades dos jogadores são testadas no  “desafio de habilidades”, no “torneio de 3 pontos” e no “torneio de enterradas”; Quando os jogadores acabam mostrando seu potencial máximo, o sábado acaba sendo o melhor dia do evento. No domingo, finalmente chega o “Jogo das Estrelas”, com as conferências Leste e Oeste duelando. Todavia, por conta do desgaste da temporada regular, o jogo acabou perdendo ritmo nos últimos anos e tem valido mais pelo entretenimento, com shows e espetaculares apresentações de jogadores.

Portanto, o “Jogo das Estrelas” da NBB, apesar de menor qualidade técnica dos jogadores, pode acabar sendo mais interessante que na NBA, onde os jogadores se preservam e não tem contatos/faltas durante o jogo. Todavia, o “Fim de Semana” das estrelas da NBB (que conseguirá ter o maior alcance desde sua criação) é incomparável com toda a produção, planejamento e qualidade técnica do “All-Star Weekend” da NBA. Mas, desde que a Liga Nacional garanta um evento organizado e atrativo, não precisará igualar-se a NBA.



Apaixonado por esportes e pelo jornalismo. Grande seguidor do futebol, do automobilismo, dos esportes americanos e fã incondicional da NFL.