Cielo volta às piscinas pelo Pinheiros e compara perda de vaga olímpica com 7 a 1

Cielo
Divulgação/COI

A Olimpíada 2016 era um desejo para todos esportistas brasileiros. Ter a possibilidade de disputar o principal evento esportivo em seu país seria a grande realização de muitos atletas. Mas infelizmente muitos ficam para trás e às vezes muito perto de conquistar tal objetivo. Foi o que aconteceu com César Cielo, principal nadador brasileiro, o campeão olímpico era um dos cotados a defender o Brasil, entretanto não conseguiu se classificar e ficou de fora da competição.

O nadador deu entrevista ao Globo Esporte em sua volta às piscinas, pelo Pinheiros, após cerca de um ano parado e falou sobre como foi se preparar para algo tão importante e ficar de fora. Cielo também revelou que não descarta participar da Olimpíada nem que seja para compor revezamento e que atualmente só quer curtir seu momento.

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Ainda faltam cerca de 3 anos para a Olimpíada 2020, que será realizada em Tóquio, mas a pergunta que todos querem resposta é se Cielo ainda tem possibilidades de participar da competição. O nadador disse que não tem uma meta e avaliou o momento vivido. Ele ainda revelou que pode chegar um momento em que esteja sem vontade de nadar e que ajudar os parceiros fora da piscina seja uma melhor opção.

“É muito distante ainda, viu? Mas eu estou indo temporada a temporada, falei com o Albertinho que não estabeleci uma meta de até quando eu vou. Estou curtindo meu momento. Eu acho que o mais importante é eu sentir que estou ajudando da mesma forma. Se eu estiver na piscina sendo um peso ali, às vezes nem estar nadando mal, mas estar de saco cheio, pode ser a hora de tirar o pé, de ajudar os caras ainda mais fora d’água. Se eu sentir que tenho motivação e como ajudar os caras com minha experiência, vou estar nadando, mesmo que seja para compor um revezamento aí, uma coisa mais contida, eu quero ficar de bem com a piscina. Enquanto estiver de bem com a piscina, estarei aí. Espero nadar bem. Enquanto estou aí, quero curtir a piscina mais um pouco”, disse.

O nadador também relembrou a perda para a Olimpíada no Rio e comparou o momento com o 7 a 1 sofrido pela Seleção Brasileira para a Seleção Alemã em partida válida pela semifinal da Copa do Mundo, também disputada no Brasil. Cielo reconheceu que os adversários (Bruno Fratus e Ítalo Manzine) tiveram desempenho superior na prova que definiu as vagas para a Olimpíada, quando ficou em terceiro lugar na disputa dos 50m livre no Troféu Maria Lenk.

“Na questão de percepção pública foi muito pior do que foi para mim. Não é que a gente do esporte esteja esperando o pior, mas sabemos que pode acontecer. A gente nunca vai esperar um 7 a 1, nunca vai esperar o 6 a 1 do Barcelona contra o Paris Saint-Germain, mas pode acontecer. O esporte é assim mesmo. Eu sabia que tanto o Bruno (Fratus) quanto o Ítalo (Manzine) estavam muito bem naquela prova (50m livre), e eu estava descendo. Era uma situação complicada. Foi difícil para mim mesmo porque a derrota que tive, naquele momento, foi para mim mesmo. Eu não imaginava? Sabia que tinha a possibilidade”, afirmou. 

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