Retrospectiva: o ano na Indy

Foto:Twitter oficial da Indy

Ao contrário dos anos anteriores, 2016 não teve uma grande diversidades de vencedores na Indy, mas não foi pro isso que ela não foi emocionante ou deixou de ter corridas boas. Relembre como foi o campeonato que consagrou Simon Pagenaud como o primeiro francês campeão da Indy unificada.

O campeonato começou no chato circuito de rua de St. Petesburg, como tradicionalmente tem sido nos últimos anos; no dia 13 de março. A corrida foi totalmente dominada pela Penske, com Pagenaud e Juan Pablo Montoya liderando juntos, 92 das 110 voltas. Melhor para o colombiano, que faturou sua única vitória na temporada.

Após quase um mês, no dia 2 de abril, a Indy voltou para um dos mais tradicionais ovais dos Estados Unidos: o Phoenix International Raceway, numa corrida noturna. Grande esperança de vitória para o Brasil, já que Helio Castroneves e Tony Kanaan formaram a primeira fila. Contudo, o vencedor foi Scott Dixon. Pagenaud foi novamente o segundo, assumindo a liderança do campeonato para não largar mais.

Depois, mais três corridas seguidas em circuitos mistos: Long Beach (17 de abril), Alabama (24 de Abril) e misto de Indianápolis ( 14 de Maio). Simon Pagenaud ganhou as três. Na Califórnia, Hélio teve mais uma chance desperdiçada de ganhar uma corrida após um pit-spot ruim; e no Alabama Pagenaud disputou a vitória com Graham Rahal, com direito a até toque na última volta.

Agora era de pensar na prova mais importante do calendário: as 500 milhas de Indianápolis. Duas semanas intensas de treino, e as casas de apostas indicando Pagenaud, que vinha numa grande fase. No dia 28, a bandeira verde foi agitada para os 33 carros. Após um final de prova emocionante, como vem sendo todas as corridas no templo sagrado do automobilismo, uma surpresa: Alexander Rossi, americano que tinha vindo da Fórmula 1, economiza o máximo de combustível e vence a disputa, colocam fim num tabu de 10 anos sem vitórias americanas em Indianápolis.

Rossi não teve tempo de comemorar. Já no final de semana seguinte, rodada dupla nas ruas de Detroit. Simon Pagenaud, disposto a se recuperar de uma corrida ruim em Indianápolis (foi apenas o 19º), faz a pole nas duas corridas, mas os vencedores acabaram sendo Sébastien Bourdais e Will Power.  Helio Castroneves quase vence de novo, mas uma bandeira amarela na hora errada prejudica o brasileiro.

A próxima corrida deveria ser no oval do Texas, na note do dia 11 de junho, mas uma tempestade impede a realização da prova, que é remarcada para o domingo a tarde. Após 33 voltas, volta a chover, e a Indy decide transferir a corrida para o final de agosto. Para os fãs, não restou alternativa senão esperar até o dia 26 de junho, no ão esperado retorno de Road America. Mais uma vitória de Will Power. No dia 10 de julho, foi a vez do oval de Iowa receber a Indy. Domínio total do jovem Josef Newgarden, que ganhou a corrida com facilidade.

As corridas em Toronto (17 de julho), Mid-Ohio (31 de Julho) e Pocono (originalmente dia 21 de agosto, mas movida para o sai seguinte por causa da chuva) foram vencidas, respectivamente, por Power, Pagenaud e Power de novo, resultados que deixaram os dois disparados na ponta e os únicos candidatos ao título, mesmo com a pontuação dobrada na última corrida. Na noite do dia 27 de agosto, a corrida no Texas é recomeçada de onde parou, e foi uma das melhores provas da Indy nesse ano, com um espetacular final onde Graham Rahal, que não tinha liderado uma volta sequer, ultrapassou James Hinchcliffe e ganhou a corrida.

No dia 4 de setembro, aconteceu a corrida que originalmente deveria ser nas ruas de Boston, mas devido a uma lei antirruído, acabou sendo transferida (num golpe de mestre da Indy) para o tradicionalíssimo misto de Watkins Glen, onde Scott Dixon dominou a prova e a faturou de forma tranquila.

A decisão aconteceu no dia 18 de setembro, no misto de Sonoma. Pagenaud fez a pole e disparou na frente, enquanto que Power não fazia uma boa corrida, não parecendo desejar o título, mas na volta 36 ficou explicado o mau rendimento do australiano: um problema na caixa de câmbio faz o piloto da Penske parar na pista, entregando o título de bandeja para seu companheiro de equipe francês, que para completar a festa venceu a corrida. O campeonato ficou em 659 pontos para Pagenaud contra 532 de Power.

Essa temporada foi a segunda consecutiva sem vitórias de brasileiros, o que faz disparar o alerta vermelho no automobilismo brasileiro para a falta de renovação, já que Hélio e Tony não descobriram a poção da juventude eterna.

Para 2017, não teve muitas mudanças. O calendário teve apenas uma adição (o oval de Gateway) e não haverá mudanças técnicas. Contudo , a Indy sempre teve a boa fama de ser bastante disputada, e a torcida dos fãs é que para 2017 essa máxima se repita.