“Disaster Draft”: Você sabe o que é?

Reprodução: Twitter @NBADraft

O mundo ficou chocado com a tragédia envolvendo o time da Chapecoense, ocorrida na última terça-feira (29). Mais da metade do elenco do time de Chapecó não resistiu à queda do avião, assim como comissão técnica e alguns dirigentes. O time terá que montar o elenco praticamente do zero, de jogadores à comissão técnica. Entretanto, esse não foi o primeiro acidente fatal no mundo dos esportes. Clubes como o Manchester United e o Torino já estiveram nessa situação. Pensando nisso, algumas ligas norte-americanas têm um plano emergencial caso aconteça um acidente envolvendo um time local.

Nesse caso, o chamado “disaster draft” é a forma das equipes envolvidas reconstruírem seus elencos. As ligas possuem regras diferentes, que variam entre número mínimo de jogadores mortos ou invalidados pelo acidente, número de jogadores cedidos por times, entre outros. Esse procedimento é bem semelhante ao “expansion draft” (draft de expansão). Felizmente, o disaster draft nunca precisou sair do papel.

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O disaster draft na NBA:

Em caso de acidente onde cinco ou mais jogadores venham a falecer ou percam algum membro do corpo, o disaster draft é acionado. Cada time pode proteger até cinco jogadores de seu elenco, e o time envolvido só pode escolher um jogador de cada time, até completar o número de jogadores perdidos.

O disaster draft na NFL:

A NFL tem dois procedimentos em caso de acidentes. Um em caso de acidente envolvendo menos de 15 jogadores (“near-disaster”), e outro envolvendo 15 ou mais jogadores (“disaster”).

“near-disaster”: Nesse caso, o time envolvido terá prioridade em selecionar jogadores livres (os free agents) para os seus elencos durante toda a temporada. Caso um dos 15 jogadores perdidos seja um quarterback, o time poderá escolher dois quarterbacks dos outros times da liga. Nesse caso, os times podem proteger dois quarterbacks (o titular e o reserva na teoria), e caso tenham um terceiro, ele estará disponível para seleção. Os quarterbacks voltam para os seus times de origem ao final da temporada.

“disaster”: Nessa situação, o comissário avaliará se o calendário de jogos da equipe será suspensa ou não. Se for, o time receberá automaticamente a primeira escolha do draft do ano seguinte. Ainda será avaliado se um disaster draft é necessário ou não. Caso seja, todos os times podem proteger até 32 jogadores de seus elencos. Caso o calendário de jogos não seja suspenso, o procedimento é inteiramente igual ao procedimento “near-disaster’

O disaster draft na MLB:

Na MLB, caso uma equipe sofra um acidente e perca no mínimo cinco jogadores, o comissário da liga decidirá se o time tem condições de jogar o restante da temporada em consulta envolvendo a associação dos jogadores e o clube. Caso o time continue a jogar, um draft será organizado. Cada time deverá ceder um pitcher, um catcher, um outfielder, um infielder, e um quinto jogador de qualquer posição. Se o time tiver menos de três catcher, não precisará ceder nenhum para o draft. O time envolvido só poderá pegar um jogador de cada equipe. Entretanto, se o comissário decidir que o time não tem condições, todos os seus jogos serão cancelados.

O disaster draft na NHL:

Caso cinco ou mais jogadores venham a falecer, ou percam algum membro do corpo, um draft será organizado. Nesse draft, cada equipe poderá proteger até um goaltender (ou “goleiro” para nós) e 10 jogadores  de outras posições. O time afetado deverá pagar uma espécie de indenização para cada time que tiver um jogador selecionado.