Críticas aos juízes e tentativa de compra de times: a relação de Donald Trump, novo presidente dos EUA, com o esporte

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O mundo parou nesta quarta-feira (09/11) para ver a eleição presidencial dos Estados Unidos da América. O candidato republicano Donald Trump contrariou as pesquisas e foi eleito o novo presidente do país. Apesar de não ser tão fanático por esportes quanto o presidente americano Barack Obama, o bilionário tem uma boa relação com o mundo esportivo. O Torcedores.com informa quais são os times favoritos do novo presidente americano e suas aventuras no esporte, incluindo uma tentativa de compra de um clube de futebol argentino.

 

O novo presidente americano não possui uma relação tão próxima ao esporte quanto o atual, mas mesmo assim  está sempre comentando sobre futebol americano, baseball e basquete em suas redes sociais. O único esporte que pratica regularmente é o golfe, principalmente nos campos dos quais é dono espalhados pelos Estados Unidos. O time esportivo com quem Donald Trump tem mais afinidade é o New York Yankees, da Major League Baseball (MLB). o desempenho do time mais popular de Nova York, cidade onde Trump nasceu e onde reside até hoje, é sempre um assunto abordado por Trump nos programas de TV e rádio e em suas redes sociais. O novo presidente dos Estados Unidos também é amigo de longa data de jogadores e membros da diretoria do time. Muitos deles, inclusive, declararam voto a Trump durante a campanha presidencial.

Tradução: “realmente gostei de falar sobre os Yankees com o jornalista Michael Kay. Sou um fã dos Yankees de longa data”

 

Donald Trump também é fã de futebol americano, apesar de não ter um time favorito.  Em 1983, comprou com sua fortuna o New Jersey Generals, time do estado americano que disputou a primeira temporada da United States Football League. A liga durou apenas dois anos e Donald Trump foi bastante responsável por esta curta duração. Os jogos aconteciam durante a primavera e verão do hemisfério norte (de abril a julho), mas Donald Trump mudou o calendário para o período do outono-inverno, quando a NFL, maior liga de futebol americano dos Estados Unidos, realiza seus jogos. A medida obviamente não deu certo e a audiência foi insignificante, sendo um dos fatores para a dissolução da lga.

A NFL, por sinal, é uma das ligas com a qual Donald Trump tem maior relação. Neste ano,deu declarações polêmicas sobre a forma com que a liga trata as lesões na cabeça sofridas pelos jogadores, chegando a dizer que “uma concussão é apenas uma pancadinha na cabeça”. Além disso, reclama constantemente que o futebol americano profissional se tornou “chato”, “frouxo” e “fraco”  e ainda acusou os juízes de “marcarem faltas só para aparecer na televisão”.

Já em 2014 , o bilionário demonstrou interesse em comprar o Buffalo Bills. O time de de seu estado esteve a venda e Trump inicialmente demonstrou interesse em comprá-lo. Garantiu que a franquia permaneceria na cidade, mas acabou não fazendo nenhuma oferta. O time acabou sendo vendido para o americano Terry Pegula, dono do Buffalo Sabres, time de hóquei na cidade. Em seu twitter oficial, Trump comentou o episódio (veja abaixo).

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) October 13, 2014

tradução: “Ainda que eu tenha me recusado a pagar um preço ridículo pelo Buffalo Bills, eu teria produzido um time vencedor. Agora isso não vai acontecer”.

tradução: “Os jogos da NFL estão tão chatos que até fico feliz em não ter comprado os Bills. Jogos entediantes, muitas faltas, muito frouxo”

No futebol da bola redonda, Donald Trump também foi assunto. Em 2015, jornalistas americanos reportaram que o bilionário teria interesse em comprar o San Lorenzo, clube de futebol argentino de quem o papa Francisco é torcedor. Pouco tempo depois, Trump usou seu twitter para desmentir o boato e alegou que nunca havia ouvido falar da equipe campeã da Copa Libertadores de 2014.

tradução: “uma noticia absurda diz que eu estou tentando comprar um ti de futebol na Argentina não é verídica. Nunca ouvi falar neles – não há interesse”.

 

 

 

 

 



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.