Opinião: Hortência é a rainha do basquete e do esporte brasileiro

Reprodução/Instagram Hortência Oficial
Reprodução/Instagram Hortência Oficial

As mulheres vêm conquistando nos últimos tempos um espaço cada dia maior no esporte mundial. Especificamente no Brasil, as Olimpíadas Rio 2016, vieram comprovar a teoria e a ala feminina ganhou notoriedade e respeito. No mês de Outubro, o Outubro Rosa vem alertar as mulheres sobre a necessidade da realização dos exames de mama e colo de útero, o que evidencia ainda mais o papel da mulher na sociedade atual. Pensando nisso, me recordei das mulheres importantes no esporte nacional e mundial para através dela, contar a inspiração adquirida. A rainha Hortência provavelmente foi a primeira imagem feminina que vi brilhar no esporte.

Hortência de Fátima Marcari, nasceu em 23 de setembro de 1959, e ainda hoje é uma das maiores jogadoras do basquete de todos os tempos. Quando criança, me recordo de vê-la brilhando nas quadras durante as Olimpíadas de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996. Jogava basquete na educação física e era o esporte que me dava melhor, talvez por isso imaginava que era a Hortência, quando brincava na escola.

Pela seleção brasileira, Hortência jogou 127 vezes com a camisa da seleção brasileira e se tornou a maior pontuadora da história da seleção com 3.160 pontos. A garota com nome de flor, escreveu seu nome na história do esporte brasileiro.

No auge da fama, em 1998, virou assunto estampando a capa da revista Playboy. As vendas foram um sucesso na primeira semana, mas ainda hoje tem a qualidade de suas fotos questionadas por fãs da publicação. Mas o certo é que Hortência não estourou apenas dentro da quadra, seu sucesso ultrapassou as quatro linhas e o apelido de rainha do basquete existe até hoje.

Este ano, foi integrante do time de ouro da TV Globo durante as transmissões das Olimpíadas e mais uma vez arrasou. Emocionou o país quando durante a transmissão ao vivo, assistiu seu filho João Victor Oliva, integrante da equipe de hipismo do Brasil, competindo pela primeira vez nos Jogos do Rio. Hortência chorou e me fez chorar também.

Com todo brilhantismo de sempre, foi uma comentarista exemplar e fez jus ao apelido de rainha. Sem esquecer da Cerimônia de Abertura, quando foi a responsável por conduzir a tocha olímpica e entregá-la à Vanderlei Cordeiro de Lima, que acendeu a Pira Olímpica.

Hortência é meu exemplo de grande esportista: mulher, mãe, atleta, empresária, palestrante, comentarista e rainha. A melhor que o Brasil já viu no basquete, na minha opinião e que tanto contribuiu para que a mulher fosse bem vista em um meio ainda machista, mas que aos poucos vai ganhando uma cor especial graças à mulheres como Hortência que se dedicam a florear o esporte no Brasil.