Calendário da Indy muda para melhor. Da Fórmula 1 , pra pior.

Foto: Twitter oficial da Chip Ganassi

Recentemente, a Fórmula Indy divulgou o seu calendário para 2017. Não teve muitas mudanças, mas abre reflexões e comparações com a Fórmula 1.

Para 2017, a única mudança no calendário da Fórmula Indy é o retorno ao Gateway Motorsports Park, circuito próximo a St.Louis e que recebeu a categoria entre 1997 a 2003. Durante a transmissão da corrida no Texas, nesse último sábado, o narrador Teo José disse que existem conversas com o Portland Internacional Raceway, em Oregon; e com a prefeitura de Surfers Paradise, na Austrália.

Um ponto interessante. A direção atual da Indy parece querer voltar as origens  e com o calendário voltar a ficar parecido com o que era a antiga CART (ou Fórmula  Mundial, para quem via pelo SBT). Traçados tradicionais, como Gateway, Phoenix,  Road America e Watkins Glen estão voltando ao calendário, e mesmos os não tão adorados, como Toronto e Detroit, estão presentes, isso sem contar os inúmeros rumores sobre as voltas de Laguna Seca e Fontana.

Esse retorno as origens da, mostra que, mesmo explorando novos mercados, nunca se deve deixar de lado os verdadeiros fãs da categoria. Diversas tentativas da Indy, principalmente depois da unificação, foram por água abaixo, por diversos motivos. Baltimore e Houston sofreram reclamações dos pilotos devido as ondulações, São Paulo saiu por problemas políticos; Brasília, por falta de dinheiro; Lousiana, por problemas estruturais; e Boston sequer teve a chance de receber a corrida devido a uma lei anti-ruídos.. Depois de todos esses problemas, a Indy percebeu que voltar aos circuitos tradicionais seria a melhor solução.

A Fórmula 1, pelo contrário, se afasta cada vez mais de suas tradicionais pistas e explora novos mercados. Paul Ricard, Estoril e Zandvoort são apenas sonhos dos fãs da categoria mundial enquanto são obrigados a ver corridas em péssimos traçados, como Abu Dhabi, Baku, Marina Bay, Sochi e Xangai. Curiosamente, todas elas desenhadas pelo mesmo homem: o alemão Hermann Tilke. Mas não podemos culpar apenas o arquiteto. Parte da culpa pelas pistas ruins é do regulamento, que possui muitas limitações, como curvas de altas velocidade, o que acabou gerando o maior crime da história do automobilismo: o corte da famosa curva Peraltada.

Não dá para negar que o maior culpado pela perda de audiência da categoria é de Bernie Ecclestone, que leva as corridas para locais onde o automobilismo é pouco assistido. Acho que está na hora do velho inglês largar de vez a categoria e deixar para alguém que pense em voltar com as antigas pistas, como a Indy está fazendo;