Com conversas diárias, Elano tenta convencer Robinho a voltar ao Santos

Depois de três meses atuando por empréstimo no futebol indiano, Elano está de volta ao Santos para o início da temporada 2016. Além de reencontrar velhos amigos, inclusive de outras épocas, como Renato e Ricardo Oliveira, o meia tenta reeditar outra parceria de sucesso: com o atacante Robinho, com quem atuou junto por duas passagens no Santos, além de Manchester City e Seleção Brasileira.

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“Só basta ele (Robinho) querer. A gente tenta, quero ele ao meu lado. Sempre fez bem para mim, é um amigo pessoal. Mas são coisas que eu, como amigo, não posso definir. Já tentei convencer ele a vir, falo com ele todos os dias”, disse Elano ao site da ESPN.

O atacante está sem contrato desde dezembro, quando se encerrou seu vínculo com o Guangzhou Evergrande, da China, e agora é um dos grandes alvos do Peixe, que sonha em repatriá-lo pela terceira vez. Para que consiga, no entanto, o alvinegro praiano precisará encontrar um parceiro que o ajude a bancar os salários do Rei das Pedaladas.

Elano ainda confessa que está em um momento mais delicado da carreira. Já mais próximo da aposentadoria dos gramados, o meia tem contrato com o Santos até o fim do Campeonato Paulista, mas já pensa em estendê-lo até o final do ano. Os principais motivos para essa eventual decisão e a tentativa de trazer Robinho são a proximidade dos amigos e a boa relação com o Peixe, onde se sente bem e é ídolo da torcida.

“É extremamente importante o clube ter ídolos. Não ídolos, pessoas que estejam inteiramente para viver para o clube. Nós, que estamos aqui. Tenho 310 jogos pelo Santos e estou aqui porque gosto do clube. Em todas as situações ruins que eu estava aqui, consegui revertê-la, jogando ou não. Não estamos aqui para tirar o espaço dos mais jovens”, alega o meia, que sabe que também pode ajudar os companheiros, principalmente os mais jovens oriundos da base, fora de campo com sua experiência.

“A imprensa fala em reformulação todo dia. Quem mais se reformula é o Santos, de quem pouco ouço falar. O Palmeiras contratou 40 (jogadores). O santos quatro. O resto é da base. No Santos, estamos para jogar e auxiliar os meninos que estão subindo. Conseguimos brecar muita coisa, resolver muita coisa no vestiário, coisas que os outros times não têm, porque não têm gente da base. Se formos parar para pensar, o Santos é pouco falado pelo que faz”, conclui.

(Foto: Divulgação/Santos FC)



Jornalista formado pelo Mackenzie (SP), pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Multimídias e pós-graduando em Assessoria de Comunicação e Mídias Sociais pela Anhembi Morumbi (SP). Apaixonado por esportes desde 1994.