São Paulo e Cruzeiro já se encontraram duas vezes em mata-matas de Libertadores; Relembre

Sempre que São Paulo e Cruzeiro irão se enfrentar, o torcedor de ambos os clubes e qualquer apaixonado por futebol que se preze, se enche de expectativa de ver um grande jogo. Afinal, não foram poucas as vezes em que os dois protagonizaram duelos memoráveis e também foram numerosas as ocasiões em que eles estiveram frente a frente em fases eliminatórias de competições de grande porte.

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A Libertadores, torneio em que os dois já foram campeões mais de uma vez, é um dos grandes campeonatos que guarda boas recordações de duelos entre São Paulo e Cruzeiro. Ela verá, a partir de amanhã, a página do terceiro encontro entre eles começar a ser escrita, no Morumbi.

Nas duas primeiras vezes, não faltaram emoção e gols. Pode-se considerar também que houve certo equilíbrio, já que cada um deles eliminou um, ao outro, uma vez, e o fez com requintes de crueldade.

Em 2009, primeira vez em que os dois caíram na mesma chave, a fase quartas-de-final, o Cruzeiro atropelou o São Paulo nos dois jogos da fase. Em Belo Horizonte, onde aconteceu a partida de ida, o placar marcou 2 a 1 para os mineiros, e só não foi mais porque o time Celeste se cansou de perder gols.

Na ocasião, o lateral-direito Jonathan e o atacante Kléber Gladiador infernizaram a defesa são paulina. Os gols, porém, foram marcados por outros personagens. O zagueiro Leonardo Silva, hoje capitão e ídolo do Atlético-MG, foi quem abriu o placar, enquanto Zé Carlos, atacante que não deixou saudade alguma na Toca da Raposa, fez o segundo. Washington “Coração Valente” descontou para o Tricolor.

No jogo da volta, no Morumbi, os mesmos carrascos do Mineirão deram as caras e, dessa vez, pelo menos um deles balançou as redes. O volante Henrique, que provavelmente estará em campo amanhã, fez um golaço e Kléber Gladiador, depois de muito tentar, descolou um pênalti para fechar o placar e o caixão do São Paulo. O time da casa, aliás, guarda outra má recordação daquela partida: as expulsões do volante Eduardo Costa e do zagueiro André Dias, que cometeu o tal pênalti.

Já em 2010, a moeda caiu de um lado totalmente oposto, para o azar do Cruzeiro, que tentava repetir a boa campanha do ano anterior. Assim como em 2009, o embate se deu nas quartas-de-final da competição e o primeiro jogo foi no Mineirão, em Belo Horizonte. Porém, diferente da narrativa vista um ano antes, desta vez o São Paulo tinha um “quadrado mágico” ao seu dispor, comandado por um ex-carrasco, o atacante Fernandão.

O ídolo Colorado, que ajudou a derrubar o Tricolor na final de 2006, comandou o ataque do São Paulo que estraçalhou o Cruzeiro em casa, sem dó, nem piedade. O jogador, considerado o melhor em campo naquele dia, não chegou a fazer um gol, mas teve participação efetiva nos 2 a 0 construídos pelos visitantes. Os heróis daquela noite foram Dagoberto e Hernanes, sendo o segundo o autor de um golaço, aproveitando um passe de calcanhar que deixou a defesa do Cruzeiro perdida.

Na partida de volta, no Morumbi, mais uma vez Dagoberto e Hernanes balançaram as redes, e mais uma vez Fernandão foi decisivo. Desta vez, no entanto, contou com participação especial do lateral-esquerdo Junior César e do meia-atacante Marlos, que fez, naquela noite, uma das poucas boas apresentações com a camisa do São Paulo em sua apagada passagem pelo clube.

O segundo mata-mata entre São Paulo e Cruzeiro na Libertadores também foi marcado por uma expulsão. Dessa vez, de um dos destaques de 2009, o atacante Kléber Gladiador. Logo no começo da peleja, no Morumbi, ele foi mandado para o chuveiro após agredir o volante Richarlyson.

Aquela derrota do Cruzeiro significou o fim do ciclo de Adílson Batista no comando do clube. Curiosamente, em 2009, a eliminação do São Paulo para o rival mineiro, significou o fim da segunda passagem de Muricy Ramalho pelo Tricolor.

E nenhum dos dois times foi campeão posteriormente, sendo o Cruzeiro vice, após perder a final para o Estudiantes-ARG, e o São Paulo eliminado na semifinal para o Inter, este sim, coroado com a conquista do título no final das contas.

Foto: Divulgação



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