STJD pune Cruzeiro e Atlético-MG por briga de torcidas em clássico

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgou, na tarde desta quarta-feira (01), os clubes, Atlético-MG e Cruzeiro, pela confusão entre às torcidas no clássico do último dia 21. Às equipes foram enquadrados no artigo 213. O juri optou por punir os clubes com uma multa e a perda de um mando de campo.

Os presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares e o mandatário do Atlético, Alexandre Kalil, estiveram presente ao tribunal. Com a palavra, o dirigente da Raposa criticou os torcedores da organizada do clube.

“Torcida organizada, hoje, pelos bandidos que se infiltram nela, virou caso de polícia. Eles só estão ali pelas receitas que ela gera. Por isso mandamos parar de usar os símbolos do Cruzeiro. Mas mais do que isso não dá para fazer. Estamos fazendo o máximo possível para que organizadas atrapalhem espetáculo”, disse Tavares que anteriormente afirmou já ter sido vítima de ameaças por parte das organizadas.

Alexandre Kalil não fugiu muito do dirigente rival e chegou afirmar que as organizadas usam drogas.

“Atlético está sendo denunciado por uma ou duas bombas que saíram lá. Eles (organizada) não soltam só bombas não, mas fumam maconha, usam crack. Mas as crianças é que são impedidas de entrar com jogadores. As organizadas continuam lá, Isso é que eu não entendo”.

Vale lembrar que os adeptos também arremessaram objetos no gramado. E quanto a isso, o relator do caso afirmou não ter provas das torcidas terem arremessado rojões, mas que não tem duvidas sobre a desordem, quebra de cadeiras, confusão e apreensão de objetos proibidos no clássico de Cruzeiro e Atlético-MG.

No fim, os clubes que poderiam perder até 20 mandos de campo, receberam punição leve e terão que jogar longe de suas respectivas casas por um jogo e ainda pagar uma multa de R$ 50 mil.



Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.